Indústria naval critica decisão da ANP sobre plataforma da Petrobras

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A indústria naval brasileira diz que foi prejudicada com a decisão da Agência Nacional do Petróleo (ANP) que atendeu parcialmente ao pedido feito pelo consórcio de Libra, operado pela Petrobras, para reduzir o percentual de conteúdo local na contratação da FPSO (navio-plataforma) para o campo. De acordo com vice-presidente do Sinaval, Sérgio Bacci, a indústria naval do país tem condições de construir aqui o casco do navio, unidades como tanques e queimadores, e, no entanto, autorizou-se o consórcio a contratar no exterior.

— A ANP vetou a contratação no exterior de alguns itens como engenharia, o que está correto. então do ponto de vista macro houve um avanço. Mas do ponto de vista da indústria naval não nos contemplou, porque autorizou a Petrobras a contratar no exterior o casco e temos vários estaleiros capazes de construir no país esse equipamento - destacou Bacci.

A Petrobras não comentou o assunto, mas fontes próximas afirmaram que a companhia teria ficado relativamente satisfeita, justamente porque justamente a construção do casco, que é um dos itens mais importantes no navio-plataforma e de custo maior, poderá ser contratado no exterior.

Mas o executivo do Sinaval, por sua vez, destacou que vários estaleiros no país tem condições para fabricar o casco de plataformas como o Estaleiro Atlântico Sul(RAS), em Pernambuco, o Enseada, na Bahia, e o Jurong no Espírito Santo, entre outros.

— Vamos analisar com o jurídico para ver quais medidas que vamos tomar. A indústria naval brasileira consegue atender os prazos exigidos e se equalizar os preços, considerando o custo Brasil, nós somos competitivos — afirmou Sérgio Bacci.

Já José Velloso, presidente executivo da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), disse que a decisão da ANP em relação ao pedido (waver) de Libra ainda está sendo avaliado p3ela entidade, mas que considerou um avanço uma vez que a Petrobras solicitava dispensa das multas pelo não atendimento do conteúdo local para fazer 100% da contratação da plataforma no exterior.

 

— Vamos avaliar ainda a decisão da ANP mais profundamente. Mas se tiver alguma coisa fora das regras vamos à Justiça.