Reunião na Holanda debate saídas para a crise do setor naval

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Representantes do setor naval mundial se reuniram no fim de outubro em Rotterdam, na Holanda, para discutir os rumos da indústria em todo mundo. Participaram representantes de Brasil, Argentina, Austrália, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Itália, Japão, Coréia, Holanda, Noruega, Cingapura, Reino Unido e EUA. A reunião foi organizada pela filial holandesa da IndustriALL Global Union, FNV Metaal. O Brasil foi representado pela Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT), através do diretor Edson Rocha que também presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói e Itaboraí.

 

O diretor de setor da INDUSTRALL, Kan Matsuzaki, deu uma visão geral da indústria. “No geral houve uma queda na construção naval desde a crise financeira de 2008. A produção começou a aumentar, mas há uma mudança na produção da Europa para a Ásia. Há também uma queda na destruição de navios por causa da crise do aço. No entanto, há uma protuberância de navios no mar agora que precisarão ser quebrados no futuro”, disse.

Os representantes da construção naval falaram dos desafios de dar uma resposta da indústria à queda, que incluiu demissões e casualidades. Edson Rocha, em sua apresentação, falou da grave crise que setor no Brasil e citou os trabalhadores de Niterói demitidos pelo estaleiro Mauá, um dos mais antigos do mundo, sem sequer receber as indenizações. Edson também criticou o governo federal que aposta no desinvestimento do setor para entregar as construções de embarcações fora do Brasil.

 

O quadro de demissões é mundial. Relatos dão conta da queda no emprego em países como a Alemanha. Os padrões de saúde e segurança no setor estão desatualizados, disse Caspar Edmonds da Organização Internacional do Trabalho (OIT).