Justiça reafirma reintegrações no Eisa Petro Um (Mauá)

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Um oficial de justiça foi até o estaleiro Mauá (Eisa Petro Um), nesta terça-feira (07/11) para efetivar a reintegração de alguns dirigentes sindicais conforme decisão da 3ª Vara do Trabalho de Niterói e confirmada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT). A medida obriga a empresa a cumprir a sentença.

No processo trabalhista que cobra os pagamentos dos trabalhadores demitidos em julho de 2015, o sindicato vem conseguindo a manutenção da Transpetro como responsável solidária das dívidas do estaleiro para com os metalúrgicos. Apesar dos inúmeros recursos apresentados pela Transpetro, as decisões judiciais estão acolhendo os pedidos do Sindicato. Manter a Transpetro como responsável solidária pode garantir os pagamentos integrais aos trabalhadores após esgotarem todos os recursos na Justiça do Trabalho.

Vale lembrar que os R$ 18 milhões arrestados para cumprimento da dívida, permanecem depositados no judiciário e o Sindicato continua buscando a liberação para divisão do valor entre os trabalhadores.

 

A força da categoria está na resistência à retirada de direitos e na luta pela retomada do setor naval que vai garantir a volta dos empregos. No próximo dia 11/11, entra em vigor a lei da reforma trabalhista que impõe uma série de perdas para a classe trabalhadora brasileira. Para protestar contra a nova lei, os trabalhadores organizaram um grande ato na próxima sexta-feira, dia 10, na Candelária, no centro do Rio. A concentração é a partir das 16h. Essa é mais uma oportunidade de mostrar ao Brasil a injustiça contra os metalúrgicos de Niterói praticadas pelo Estaleiro Eisa Petro Um (Mauá), que desempregou 3.300 trabalhadores sem pagar nenhum direito trabalhista.