Ato no Rio reúne milhares em defesa do emprego e empresas públicas

Imprimir
PDF

Sobrou chuva, mas não faltou luta. Na capital carioca, desde as primeiras horas da manhã desta terça-feira (3), trabalhadores do setor público receberam movimentos sociais de todo o país para um dia de lutas em defesa das empresas brasileiras e contra a política de entrega das riquezas nacionais pelas mãos do ilegítimo Michel Temer (PMDB). Metalúrgicos de Niterói participaram do ato em defesa da volta dos empregos no setor naval.

As agências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal amanheceram fechadas no centro e as ruas foram recebendo batuques, bandeiras e cidadãos e cidadãs como a atriz Bete Mendes que ressaltou a importância de resistir ao golpe liderado por Temer.

“Como brasileira, tenho orgulho de estar aqui, mas mais orgulho terei quando puder novamente votar em alguém comprometido com a população trabalhadora. Não quero mais esse golpista que está vendendo a Petrobras”, apontou.

No dia em que a Petrobras completa 64 anos, o presidente Nacional da CUT, Vagner Freitas, ressaltou o impacto que o sucateamento das estatais provoca na economia.

“Esse golpe foi dado para tirar a soberania nacional, para o agradar aos financiadores do golpes, as empresas multinacionais, para que o Brasil volte a ser só exportador de matéria prima e importador de produto pronto. Não podemos aceitar isso, que acabem com conteúdo local; os estaleiros, por exemplo, estão parados. Não importam se é de esquerda ou direita, se você é brasileiro e se quer que pré-sal financie educação, tem que ir para a porta da Petrobras”, disse.

Dirigentes da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT) participaram da atividade. Durante a passeata, o presidente da entidade, Paulo Cayres, lembrou que a defesa das estatais é fundamental para a luta pelos empregos e o desenvolvimento econômico-social do país. "A Petrobras foi a grande estimuladora da retomada do setor naval, gerando mais de 90 mil empregos durante os governos Lula e Dilma, porque foi estabelecida a política de conteúdo local. Com o golpe, os primeiros atingidos foram os trabalhadores e o setor naval foi praticamente dizimado", assinalou.