Plenárias Regionais apontam lutas setorizadas e a necessidade de um candidato trabalhador para Deputado Federal em 2018

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O golpe de 2016 atingiu fortemente os trabalhadores no Rio de Janeiro. O estado foi durante mais de uma década, um dos maiores beneficiados por repasses federais e avançou imensamente em ramos chave para a soberania e desenvolvimento brasileiro, como o Petróleo e a Construção Civil. Infelizmente com o golpe, os recursos foram drenados de vez. Sindicatos têm detectado problemas graves em relação não somente a diminuição das vagas de trabalho, mas comprometimentos estruturais nas categorias que tem aumentado inclusive o número de vítimas fatais de acidentes.

Trabalhadores veem as organizações e mobilizações que se multiplicaram nos últimos dois anos como um sintoma da conjuntura. Se no começo o sofrimento se dava pelo travamento das pautas no Congresso Nacional, o que veio depois foi ainda pior. A tomada do poder por políticos e acordões trocou a diretoria de muitas grandes empresas públicas. Direitos conquistados na ultima década foram liquidados mais rapidamente do que a entrega das riquezas nacionais.

As plenárias realizadas pela CUT em diferentes regiões do Estado do Rio, com a participação da direção do Sindicato, foram tão bem recebidas que há um encaminhamento a ser votado no Congresso Extraordinário que acontecerá nas próximas semanas, para que o formato seja incorporado ao calendário oficial da CUT Rio com regularidade. A ida as bases em todos os cantos do Estado cria um diálogo permanente entre as categorias e as plenárias podem assumir um papel fundamental na organização geral das lutas.

Foi apontado que é necessário avançar na relação dos sindicatos e categorias com parlamentares comprometidos com a classe trabalhadora. É urgente que as pautas sejam vistas, votadas e aprovadas para barrar todas as questões apresentadas. Se estamos neste momento da história, então a luta sindical deve mais uma vez se colocar a disposição da população. Em 2018, a Central Única dos Trabalhadores do Rio de Janeiro decidirá democraticamente nomes para disputar as esferas institucionais do Estado.

 

A presença das ruas será mantida, a pressão das redes irá aumentar, mas sem o poder democrático do povo que elege seus representantes, ainda dependemos da boa vontade dos que veem nas lutas trabalhistas uma saída para o caos em que estamos. Temos portanto o dever de falar por nós mesmos.

Fonte: CUT /RJ com STIMMMENI