Plenária nacional de metalúrgicos discute ações contra retrocesso em direitos

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A Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT) realiza, nestas quarta e quinta (28 e 29), plenária nacional para atualizar o seu plano de lutas. O presidente do Sindicato e Secretário de Finanças da CNM/CUT, Edson Rocha, participa do encontro.
O evento, que acontece na sede da entidade, em São Bernardo do Campo (SP), reunirá cerca de 130 sindicalistas de todo o país, ligados aos sindicatos e federações de metalúrgicos filiados. Na pauta do encontro, além da análise da conjuntura brasileira, estão a política industrial, a chamada indústria 4.0 (ou quarta revolução industrial) e ações para impedir o retrocesso em direitos adquiridos, ameaçados pelas reformas previdenciária e trabalhista.

Na noite de amanhã será realizado também ato solene em comemoração aos 25 anos de fundação da Confederação, que contará com a presença de seus ex-presidentes, de representantes da IndustriALL Global Union (federação internacional dos trabalhadores na indústria), da CUT e de confederações de trabalhadores no ramo industrial brasileiro.

O secretário geral em exercício da CNM/CUT, Loricardo de Oliveira, explica que a plenária é prevista em estatuto da entidade, com o objetivo de - na metade do mandato da direção - atualizar o plano de lutas aprovado em Congresso e também recompor os eventuais cargos vagos da direção. "Nosso último Congresso foi em 2015 e aconteceu numa conjuntura diferente da atual. O país era governado por uma presidenta legitimamente eleita e nosso debate era focado em avanços em direitos e propostas efetivas para o desenvolvimento da indústria nacional. Veio o golpe e com ele um imenso retrocesso", assinala Oliveira.

“A plenária acontece num momento muito delicado para a classe trabalhadora, que convive com o alto desemprego causado, principalmente, pela crise política instalada com o golpe no Brasil, e com a ameaça de perder direitos consagrados pela legislação trabalhista”, avalia Paulo Cayres, presidente da CNM/CUT.

“Além da tarefa imediata, de participar da greve geral desta sexta, os metalúrgicos de todo o país vão traçar estratégias para a luta pela preservação de suas conquistas e pela recuperação de seus empregos. E isso passa, necessariamente, pela luta por eleições diretas já para presidente. Só assim, a classe trabalhadora e a sociedade brasileira restabelecerão a democracia e poderão escolher o projeto que querem para o país. E, com certeza, não é este que os golpistas estão tentando impor”, completa.

(Fonte: Assessoria de Imprensa da CNM/CUT)